terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Atlético-MG e Fazenda Nacional não chegam a acordo em reunião

Kalil vai a Brasília para tentar liberação do dinheiro da venda de Bernard, mas decisão final sobre o assunto fica para novas reuniões
Bernard jogo Shakhtar Donetsk contra Real Sociedad (Foto: Reuters)Agora atacante do Shakhtar, Bernard ainda é assunto no Atlético-MG (Foto: Reuters)
O tão esperado alívio financeiro para o caixa do Atlético-MG não foi acertado. A reunião do presidente atleticano, Alexandre Kalil, com o ministro Luis Adams, da Advocacia Geral da União (AGU), realizada nesta segunda-feira, em Brasília, terminou sem acordo entre as partes. Sendo assim, o dirigente atleticano não conseguiu que a instituição aprovasse as garantias dadas pelo clube para o parcelamento da dívida tributária junto à Receita Federal, motivo do bloqueio do 'dinheiro de Bernard'.
Na reunião foram discutidas medidas e ações para equacionar as dividas tributárias dos clubes, mas não teve um acerto. Novas reuniões entre o time alvinegro e a AGU irão acontecer para tratar do assunto.
Lásaro Cunha, diretor jurídico do Atlético-MG, informou que a dívida do clube com a Fazenda Nacional gira em torno de R$ 200 milhões. O dirigente espera que o Galo consiga chegar a um novo acordo para o parcelamento da dívida a fim de suspender as ações de execução que estão bloqueando as receitas atleticanas.   
- O montante total é parcelado a perder de vista e os valores começaram a ficar muito altos. Vários clubes, entre eles o Atlético-MG, suspenderam o parcelamento, e tentaram, ao mesmo tempo, um novo parcelamento. A lei garante esse parcelamento. É a tese que estamos batendo nela - explicou o diretor jurídico do clube.
Entenda o caso
Maior transferência da história do Atlético-MG, Bernard foi vendido por 25 milhões de euros (cerca de R$ 77 milhões) ao Shakhtar Donestk, da Ucrânia, após o título da Libertadores.  Porém, grande parte da quantia paga na negocição, cerca de R$ 72 milhões, foi bloqueada pela Fazenda Nacional por causa de dívidas tributárias do clube. 
A diretoria alvinegra tentou a iberação que foi negada pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da Primeira Região, em Brasília, em 4 de setembro. Na ocasião, o Atlético-MG ofereceu, em garantia, um imóvel localizado na região da Pampulha que, segundo o clube, valeria em torno R$ 40 milhões. Mas, de acordo com o documento emitido pelo TRF, o imóvel foi avaliado por um oficial de Justiça em R$ 20 milhões.
No final de 2013,  dirigentes do clube chegaram a acertar a forma de pagamento da dívida com a Procuradoria Geral da Fazenda, mas ainda faltava o aval da AGU. Em dezembro, parlamentares mineiros interviram junto à presidente Dilma Roussef para que o parcelamento dos tributos fosse aprovado.
No início de janeiro, o presidente Alexandre Kalil emitiu nota oficial onde admitiu o atraso nos salários dos jogadores do clube. Posteriormente, o clube informou que todos os débitos com atletas e funcionários estavam em dia.
Na semana passada, o presidente Alexandre Kalil voltou a protestar contra novo bloqueio de receitas referente a processos do ano de 1999. Por conta disso, a 25a. vara da Justiça Federal de Belo Horizonte autorizou o leilão da sede administrativa por conta de ações executadas referentes a acordos não cumpridos por diretorias anteriores do Galo.
Fonte: Globo Esporte